DW Griffith

- ver um filme, uma novela, uma propaganda, enfim, a imagem em movimento nos dias de hoje é uma coisa muito comum e simples. A imagem tanto vale quanto nos emociona, e nos seduz. Mas, todo esse processo de sedução, de padronização foi consquistado aos poucos e consolidado por alguns gênios. Desde a criação do cinema, no final do século XIX, pelos irmãos Lumière (pelo menos foram eles que começaram a produzir para comercializar) o cinema demonstra um relação intensa e verossímel com os modos e costumes, e, mais do que isso, com a alma das pessoas.
- David Wark Griffith é considerado o criador da narrativa clássica (cristalizada com o melodrama), é aclamado pelos norte-americanos, uniu novas técnicas em seus filmes(campo - contracampo, montagem paralela, câmera em movimento, iluminação). Muitas dessa inovações foram criadas por outros cineastas, mas foi Griffith quem conseguiu articular as técnicas em favor da narrativa. A intenção de Griffith era transmitir uma lição, para emocionar e ensinar. Ele imprimiu um modo particular de fazer filmes, sempre com uma lição moralista no final de cada filme, usando a simplificação do conflito, o temor e a oposição bem e mal, característica do melodrama. Griffith achava que o cinema deveria funcionar como um instrumento pedagógico. E, é nessa forma de ver o mundo que está a semente do melodrama no cinema.
- Foi um homem visionário que conseguiu criar técnicas para traduzir histórias de amor e de suspense de forma a prender o telespectador na trama, explicando o mundo dando-lhe sentido. Ele fez muitos filmes, mas grande parte deles se perderam. Os mais famosos são "O nascimento de uma nação" (1915) e "Intolerância" (1916), um outro também muito imortante é "Lonely vila" (1909). Neste último, ele se supera na articulação conflito histórico/conflito particular, a história central se passa num vilarejo onde um casal tem tudo para ser feliz, o contexto geral remete à Guerra que, posteriormente, irá tirar o casal de seu recanto da felicidade. Pode parecer simples, mas para a época isso foi uma grande inovação. (leia: lágrimas de luz, Heitor Capuzzo).
